Chegando lá fui apresentado ao pessoal da filial, e notei que uma mocinha me olhava com insistência.
À tarde recebi um bilhete dela perguntando se eu estava precisando de alguma coisa...

No dia seguinte, depois de terminado o serviço, fomos jantar juntos, e depois do jantar começou o namoro. Voltei para São Paulo na manhã seguinte, e o namoro continuou pelo malote, pois a Internet não estava nem nos sonhos dos futurólogos. Em julho voltei a Fortaleza de férias, e ficamos noivos. Em setembro, mais uma viagem de poucos dias para consertar o mesmo computador. E em dezembro ela veio a São Paulo, onde nos casamos no civil sem que ninguém da família soubesse.
Foram 35 anos, 4 filhos, um neto, muitas alegrias, algumas brigas, mas acima de tudo muita união, muita compreensão e muito amor. Tudo o que consegui na vida devo a essa mulher admirável, lutadora, teimosa, insistente, incansável no trabalho, festeira como ninguém.
Não sei o que ela viu em mim naquele dia, mas sei que tive muita sorte...

